Eu deveria estar terminando o último capítulo da minha dissertação de mestrado cujo fdp do (ex) orientador abandou há dois meses da defesa; mas agorinha mesmo deu uma vontade louca de pegar o carro e sair por aí, porque faz um dia tão lindo lá fora e não acho realmente justo ficar aqui dentro teorizando a vida.
então, bonitinha, vou me foder amanhã, mas vou nessa hoje.
então, bonitinha, vou me foder amanhã, mas vou nessa hoje.
C. - 12:05 PM
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Quinta-feira, Fevereiro 07, 2008
Então, toda decidida para o inevitável.
cenário bacana, muito vinho, descarrego de iras, catarses e, por fim, no meio de tudo, um convite irrecusável porque era sábado. e de carnaval.
sem reservas, sem planejamentos, sem nada. e tudo tomou um outro rumo. porque pintou Paraty, porque foi de repente, porque bateu vertigem, por (en)quanto durar.
cenário bacana, muito vinho, descarrego de iras, catarses e, por fim, no meio de tudo, um convite irrecusável porque era sábado. e de carnaval.
sem reservas, sem planejamentos, sem nada. e tudo tomou um outro rumo. porque pintou Paraty, porque foi de repente, porque bateu vertigem, por (en)quanto durar.
C. - 7:55 PM
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Agora começa aquele período insuportável do ano entre a quarta feira de cinzas e o Natal.
C. - 4:02 PM
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Sexta-feira, Fevereiro 01, 2008
Não sei se é a proximidade da defesa da dissertação,
ou o (re) encontro orgasmático-afetivo da última semana,
ou a falência da relação atual,
ou umtudoissojunto.
mas está complicado colocar a máscara em tempos carnavalescos.
então, como escape, você se embebeda com um dos melhores amigos e faz as contas de todas mulheres que passaram pela sua vida, pela sua cama, e debate a hipótese pós modernista, e discute teoria literária, e faz retrô engajado, e se acha tão foda, e pede mais cerveja, e se sente tão bem/tão mal, e paga mico choroso na mesa do bar, e aconselha o amigo - porque arrumar a vida dos outros sempre é tão fácil -, e faz planos, e organiza viagens exóticas (cara, te banco em Istambul!) que nunca sairão do papel, e recomenda livros, e fala daquela infeliz que levou seu sorriso, e depois daquela com quem você vai romper dali a 42 horas.
daí, você recolhe os cacos, acende o último cigarro, abraça o amigo e diz que ama. e ama também o JC - o garçom. e , na verdade, ama qualquer pessoa que naquele momento te faça sentir alguma coisa diferente de desamor.
e vai para casa. e apaga. e no dia seguinte tem trabalho. e nada mudou. e você quer morrer. mas lembra que no sábado já é carnaval, e, putz, quem sabe dessa vez você tira os pés do chão e é pra sempre. sem cansar. nunca. mais.
ou o (re) encontro orgasmático-afetivo da última semana,
ou a falência da relação atual,
ou umtudoissojunto.
mas está complicado colocar a máscara em tempos carnavalescos.
então, como escape, você se embebeda com um dos melhores amigos e faz as contas de todas mulheres que passaram pela sua vida, pela sua cama, e debate a hipótese pós modernista, e discute teoria literária, e faz retrô engajado, e se acha tão foda, e pede mais cerveja, e se sente tão bem/tão mal, e paga mico choroso na mesa do bar, e aconselha o amigo - porque arrumar a vida dos outros sempre é tão fácil -, e faz planos, e organiza viagens exóticas (cara, te banco em Istambul!) que nunca sairão do papel, e recomenda livros, e fala daquela infeliz que levou seu sorriso, e depois daquela com quem você vai romper dali a 42 horas.
daí, você recolhe os cacos, acende o último cigarro, abraça o amigo e diz que ama. e ama também o JC - o garçom. e , na verdade, ama qualquer pessoa que naquele momento te faça sentir alguma coisa diferente de desamor.
e vai para casa. e apaga. e no dia seguinte tem trabalho. e nada mudou. e você quer morrer. mas lembra que no sábado já é carnaval, e, putz, quem sabe dessa vez você tira os pés do chão e é pra sempre. sem cansar. nunca. mais.
C. - 9:30 PM
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Segunda-feira, Janeiro 28, 2008
Estou tentando ser honesta com você.
começo retirando nossas fotos, depois encaixotando suas cartas, aí engaveto os projetos e partilho os bens.
mas você insiste.
e não entende.
e chora.
e se desespera.
e eu não quero explicar. porque definitivamente me enjoa perceber no que me transformei.
e tudo isso é tão cansativo que daqui a pouco desisto do fim apenas para (me) poupar. energia.
e eu não era assim.
começo retirando nossas fotos, depois encaixotando suas cartas, aí engaveto os projetos e partilho os bens.
mas você insiste.
e não entende.
e chora.
e se desespera.
e eu não quero explicar. porque definitivamente me enjoa perceber no que me transformei.
e tudo isso é tão cansativo que daqui a pouco desisto do fim apenas para (me) poupar. energia.
e eu não era assim.
