Estou tentando ser honesta com você.
começo retirando nossas fotos, depois encaixotando suas cartas, aí engaveto os projetos e partilho os bens.
mas você insiste.
e não entende.
e chora.
e se desespera.
e eu não quero explicar. porque definitivamente me enjoa perceber no que me transformei.
e tudo isso é tão cansativo que daqui a pouco desisto do fim apenas para (me) poupar. energia.
e eu não era assim.
começo retirando nossas fotos, depois encaixotando suas cartas, aí engaveto os projetos e partilho os bens.
mas você insiste.
e não entende.
e chora.
e se desespera.
e eu não quero explicar. porque definitivamente me enjoa perceber no que me transformei.
e tudo isso é tão cansativo que daqui a pouco desisto do fim apenas para (me) poupar. energia.
e eu não era assim.
C. - 10:16 PM
Comments:
Domingo, Janeiro 27, 2008
Não estava nos meus planos. definitivamente não estava.
festa, álcool, som ideal, você ali e todo o passado rodando como num filme, isso é tão clichê. sou tão clichê.
a desculpa da minha relação falida.
eu sozinha. você largada.
eu querendo. você disponível.
eu ali. você ali.
tão fácil.
beijo bom.
tesão de sempre.
sexo perfeito.
"parece que nunca terminamos", você diz enquanto me chupa.
e eu concordo tanto.
"tão bom sentir você novamente", digo enquanto te como.
bêbadas. obrigada álcool, obrigada.
durmo assim, tão encostada em você, que a minha respiração já cadencia com a sua.
e isso me soa tão lindo.
e na verdade é.
e nos perguntamos, de forma terna, se estamos bem: eu com minha relação-falida-mas-com-uma-mulher-que-me-espera-em-casa-querendo-me-matar e você com seu amor-traidor-que-te-fez-sofrer-o-mesmo-que-você-me-fez-sofrer-um-dia-quando-estávamos-juntas.
e isso me soa tão triste.
e na verdade é.
então, acordamos ainda meio embriagadas de tudo e minha vontade, sincera e careta, era de que aquela noite fosse pra sempre.
mas não era.
e meu celular toca e a realidade do dia cinza lá fora já berra. você balbucia alguma coisa.
mas a verdade é que não sabemos muito bem o que dizer.
visto rápido a minha roupa, dispenso sua carona, te beijo e vou embora.
carrego comigo a quase certeza de que sou tão descolada e livre e fodona e coisa e tal.
mas a verdade, mulher, é que eu te queria de volta.
mas não vou ter.
festa, álcool, som ideal, você ali e todo o passado rodando como num filme, isso é tão clichê. sou tão clichê.
a desculpa da minha relação falida.
eu sozinha. você largada.
eu querendo. você disponível.
eu ali. você ali.
tão fácil.
beijo bom.
tesão de sempre.
sexo perfeito.
"parece que nunca terminamos", você diz enquanto me chupa.
e eu concordo tanto.
"tão bom sentir você novamente", digo enquanto te como.
bêbadas. obrigada álcool, obrigada.
durmo assim, tão encostada em você, que a minha respiração já cadencia com a sua.
e isso me soa tão lindo.
e na verdade é.
e nos perguntamos, de forma terna, se estamos bem: eu com minha relação-falida-mas-com-uma-mulher-que-me-espera-em-casa-querendo-me-matar e você com seu amor-traidor-que-te-fez-sofrer-o-mesmo-que-você-me-fez-sofrer-um-dia-quando-estávamos-juntas.
e isso me soa tão triste.
e na verdade é.
então, acordamos ainda meio embriagadas de tudo e minha vontade, sincera e careta, era de que aquela noite fosse pra sempre.
mas não era.
e meu celular toca e a realidade do dia cinza lá fora já berra. você balbucia alguma coisa.
mas a verdade é que não sabemos muito bem o que dizer.
visto rápido a minha roupa, dispenso sua carona, te beijo e vou embora.
carrego comigo a quase certeza de que sou tão descolada e livre e fodona e coisa e tal.
mas a verdade, mulher, é que eu te queria de volta.
mas não vou ter.
